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Santa Luzia


Santa Luzia é uma freguesia portuguesa do concelho de São Roque do Pico, com 30,69 km² de área e 422 habitantes. A sua densidade populacional é 13,8 hab/km².

Esta localidade foi elevada à categoria de freguesia em 1617, sob a invocação de Santa Luzia, tendo sido construído, na altura, uma ermida que durante 101 anos, até 1718, guardou a imagem da referida santa.

No dia de 1 de fevereiro de 1718 iniciou-se uma crise sísmica e eruptiva que destruiu praticamente tudo o que era construção humana e cobriu a terra com uma espessa camada de lava que se estendeu em grande largura e por uma extensão de nove quilómetros até ao mar, destruindo o templo então ali existente. É no mesmo lugar desta antiga ermida que agora está situada a atual Igreja de Santa Luzia.

 

Esta freguesia que se estende desde o interior da ilha até à orla marítima é composta por várias localidades, como é o caso dos Mistérios de Santa Luzia, do Lajido do Meio, do Lajido, dos Arcos e do Cabrito.

Nos lugares mais próximos do mar existem várias ermidas como é o caso da Ermida de Nossa Senhora da Pureza, cuja construção recua ao século XVII, da Ermida da Rainha do Mundo que também foi construída no século XVII e a Ermida de São Mateus da Costa cuja construção recua ao século XVIII.

 

Além destas construções a marca humana na paisagem da freguesia é ainda possível ver-se no Império do Divino Espírito Santo de Santa Luzia, fundado em 1721, na Igreja de Santa Luzia, onde a construção do templo inicial é de 1617, quando a localidade de Santa Luzia se constituiu como freguesia.

Esta localidade encontra-se registada nas erupções vulcânicas de grande amplitude ocorridas nos Açores, com registos eruptivos ocorridos em dois períodos históricos. Um no século XVI e outro no século XVII.
Em Santa Luzia localiza-se uma das Zonas da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, neste caso a Zona Norte, onde ao longo de muitos séculos se produziu um dos mais famosos vinhos Verdelhos dos Açores, que era exportada para a Europa continental, chegando a encontrar-se à mesa dos czares da Rússia. Este vinho tem o segredo da sua qualidade nas lavas negras, onde a pedra de cor preta e praticamente ausentes de terra eram fortemente aquecidas pela cor do Sol, dando assim origem a este vinho licoroso elevando-lhe o teor alcoólico.

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